segunda-feira, 26 de março de 2012

Bloqueios ....

Portugal, 26 de Março de 2012

Tal como havia vaticinado aqui no texto “primeiros na primeira volta” publicado em finais de Janeiro, a tarefa “que se avizinha é pois dura e difícil. Será necessário continuar como até aqui, pondo o resultado à frente da exibição, porque o que conta são os 3 pontos (embora para certos benfiquistas de “barriga cheia”, por vezes isso não chegue). Acreditar nos profissionais que já obtiveram tantas e tão boas marcas, como estas e todas as que foram obtidas nas últimas 2 épocas e meia. Cerrar fileiras em torno da equipa, encher o estádio, apoiar os nossos e assobiar os adversários. O Benfica vai precisar desse Inferno da Luz para reconquistar um título que merece e que já podia estar mais bem encaminhado se o FCP tivesse obtido os resultados condizentes com o seu futebol e não com as decisões dos árbitros: Guimarães, Gil Vicente e Feirense entre outros”.

Há uma espécie de lei do futebol, básica eu diria, que é: “uma equipa pode lutar contra as adversidades e ganhar, mas não consegue ganhar sempre quando as adversidades se mantém ou aumentam de intensidade”. Nós no Benfica andamos há quase 20 anos a debater tácticas de jogo, métodos de treino, qualidade do plantel e até estratégias directivas, mas não percebemos os outros factores, alguns que se jogam fora das 4 linhas, e são tão ou mais importantes para decidir os jogos e como tal, os títulos de campeões. Tenho para mim que há 2 factores determinantes: a comunicação social e sua capacidade de fazer opiniões entre os adeptos, e a arbitragem e a sua capacidade de fazer resultados dentro do campo.

Hoje vou pegar na estratégia que o FCP montou, com o beneplácito da comunicação social, acerca dos bloqueios. O treinador e responsáveis do FCP (de acordo com o jornal o JOGO) terão alertado o árbitro Soares Dias para esta forma de proceder dos jogadores do Benfica quer no ataque quer na defesa, minutos antes do jogo da Taça da Liga que vencemos com justiça por 3-2. Por curiosidade refiro que acabamos com 11 e não sofremos golos em fora de jogo. E ganhamos. Coincidências ...

Ora esta questão dos bloqueios colocada em grande destaque pela comunicação social, naquilo que interpreto como prova de servilismo ao poder do FCP através do Sr. Joaquim Oliveira no mundo da comunicação social, foi amplamente desmentida nesse jogo. De facto não se viu um único bloqueio de jogadores do Benfica, considerando “bloqueio” algo parecido com o que fazem os jogadores de basquetebol e que podemos considerar como obstrução passiva, mas vimos os jogadores do FCP praticarem vários tipos de bloqueio activo, alguns não penalizados pelo árbitro, como sejam os de Sapunaru (não punido no lance que nos deu o 2º golo), ou os de Mangala sobre Nelson Oliveira (que lhe originou um cartão amarelo à 3ª falta por agarrão).

Se isto bastava para desmontar a tese do treinador e responsáveis do FCP, o que fez a comunicação social? Zero! Deu ênfase à reacção mais do que justa, do treinador Jesus. Ou seja, a comunicação social não teve opinião, deixando falar os envolvidos nesta polémica criada para condicionar os poucos árbitros que ainda não estão condicionados. Não ter opinião é uma táctica passiva para agradar a todos, mas que serve fundamentalmente quem teve a acção de criar o caso!

E eles podiam ter tido opinião. Bastava lembrar que Jesus treina o Benfica há quase 3 épocas e nunca antes alguém tinha falado de tal estratégia! Mas isto seria uma táctica activa que afrontaria quem levantou a questão...
O que é certo é que a teoria do bloqueio passou e em Olhão tivemos o árbitro que expulsou o Cardozo no jogo com o SCP, a verificar a inexistência de bloqueios enquanto em Paços de Ferreira tivemos outro que não teve igual cuidado (porque a acusação apontou o Benfica) e assim não viu o bloqueio activo que Spaunaru fez com o cotovelo no pescoço do adversário dentro da grande área, ficando mais 1 penalty por assinalar contra o FCP (ter a melhor defesa do campeonato assim é mais fácil).

Claro que atrás dos bloqueios vêm sempre outras coisas: o árbitro de Olhão que expulsou Cardozo e agora Aimar, ficou ele próprio bloqueado quando na 1ª parte o Toy teve entrada dura sobre Javi, nem falta assinalando. Os árbitros assistentes do Paços - FCP ficaram bloqueados, talvez de terror, e com 0-0 apitaram 2 foras de jogo ao ataque do Paços esquecendo que o critério da FIFA ainda está em vigor. E que os jogadores estavam em posição legal ...

No final do jogo de Olhão enquanto Maxi deu voz à sua (nossa) revolta dizendo que “com o Benfica é sempre a mesma coisa” e “assim à vezes nem dá vontade de jogar”.

É só bloqueios ...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Benfica > Zenit > FCP

Portugal, 7 de Março de 2012

O Benfica eliminou o futuro campeão russo Zenit nos oitavos de final da Champions League e está ao fim de 6 anos novamente entre as 8 melhores equipas da Europa. Ou se quisermos, nos últimos 18 anos apenas estivemos numa fase tão adiantada da prova mais difícil da UEFA por 3 ocasiões, com esta incluída. Curiosamente nessas épocas não fomos campeões e a presente vai pelo mesmo caminho.

Se considerarmos o actual modelo de competição, ficamos por duas presenças em mais de 15 anos. Eu acho que é muito pouco para um clube com os nossos pergaminhos na história do futebol europeu.

A vitória sobre o Zenit tem outro condimento especial porque encerra um mini ciclo de resultados negativos, que começou precisamente na Rússia com derrota por 3-2, e se prolongou por cá com outras duas derrotas, frente a Guimarães e FCP, e empate em Coimbra. Destas 4 equipas, o Zenit é precisamente a que apresenta maior orçamento, de onde resulta que será seguramente melhor equipa do que qualquer uma das outras 3 portuguesas e por ironia, até eliminou o FCP da Champions o que confirma que de facto é a melhor equipa destas 4 referidas.

E contudo foi com o Zenit que o Benfica deu a volta ao ciclo negativo. A este facto não pode ser alheia a circunstância do árbitro ser estrangeiro e não actuar de acordo com o manual que por cá, estamos – os mais atentos – cansados de ver.

Basta pensar na 1ª grande decisão do árbitro, uma falta dura que Javi fez ao mn 32, que de acordo com o “manual português” daria 2º amarelo e expulsão, toda a gente aceitaria esta decisão do árbitro como natural, e com 10 em campo e a precisar de ganhar por 1 golo, o Benfica dificilmente eliminaria o Zenit. No final todos iríamos criticar o Javi por ter sido demasiado agressivo, o Jesus porque não conseguiu prever a impetuosidade do Javi, os jornais falariam de mais uma vitória de Bruno Alves em casa do Benfica e todos (uns mais que outros) ficaríamos tristes por termos falhado o objectivo.

Assim estamos felizes (uns mais que outros) e como tal não podemos esquecer que em boa parte isso se deveu a uma arbitragem que não mostrou intenção de prejudicar ou beneficiar nenhuma das equipas. Deste modo as equipas valeram por si próprias e o Benfica pôde ser superior.

Naturalmente não podemos esquecer que este Zenit eliminou o FCP com vitória 3-1 na Rússia e empate 0-0 no estádio da Galinha. Também com árbitros estrangeiros pois claro. Podem ser demasiadas coincidências para certos adeptos, eu sei, mas para quem já percebeu que um jogo é disputado por 3 equipas, nada disto espanta.

Para além do exemplo já dado sobre Javi Garcia, há muitos mais lances no jogo que de acordo com o “manual” seriam decididos de forma diferente, ou seja, seriam dadas faltas ao Zenit que não foram dadas, provocando que a bola deixasse de seguir para a sua baliza e passasse a ser dirigida para a nossa baliza. A temática das faltas e faltinhas tem esta consequência: alterar o sentido do jogo. E às vezes contribuir para o aparecimento de golos.
Como não foi uma arbitragem à portuguesa, contra o Benfica foram assinaladas 13 faltas contra o Benfica na Rússia e 11 ontem. 24 em 2 jogos. Só no jogo com o FCP foram assinaladas 27 faltas contra nós ... Contra o Zenit foram assinaladas 14+13 nos dois jogos. Contra o FCP foram 24 que de acordo com o critério do árbitro que foi aplicado ao Benfica, deveriam ser mais de 30 ...

Com a fluidez de jogo assim conseguida, por não serem assinaladas tantas faltas, o Benfica pôde jogar e criar 14 remates enquadrados com a baliza (nos 2 jogos) contra 7 do Zenit! Mais 13 remates não enquadrados com a baliza, contra 7 do Zenit. Quem mais remata, mais golos deve conseguir e foi isso que aconteceu: graças a arbitragens à europeia.

Estamos nos melhores 8 equipas europeias pela nossa maior competência e pela arbitragem não viciada. Os dados que apresentei são da UEFA, de onde podemos concluir que, tal como na aritmética, se Benfica > Zenit e Zenit > FCP, então Benfica > FCP ... com árbitros europeus!

sábado, 3 de março de 2012

A procissão lá continua pelo mesmo caminho

Portugal, 3 de Março de 2012

Infelizmente os meus piores receios confirmaram-se, valeu a matemática e o Benfica voltou a perder um jogo contra o FCP (o SCP também está incluído neste pacote) arbitrado por Pedro Proença. E com casos. Há quem continue ingenuamente a pensar que tudo acontece por acaso, mas recordo que nesta série incluem-se treinadores como Camacho (derrota 1-3 frente a SCP), Fernando Santos (empate 1-1 com FCP) e Quique Flores (empate 1-1 em casa do FCP). Agora é a vez de Jesus!

Os jogos do Benfica no campeonato há anos que são condicionados por truques de arbitragem, que decidem regra geral, da mesma maneira, sendo os resultados assim obtidos motivo de especulação jornalística, interpretando de todas as maneiras e feitios, excepto pelo prisma da arbitragem. Há uma estratégia óbvia de afastar as considerações mais negativas, do lado da arbitragem.

Disse um ex-1º Ministro que nunca quis controlar jornalistas quando podia ser amigo dos seus patrões. Aqui está uma “gaffe” que explica muita coisa que se passa nesta comunicação social moralmente corrupta. Porque quem manda na comunicação social é, regra geral, o sustento dessa comunicação social (através da publicidade) ou é mesmo o seu patrão, como o grupo Controlinvest dominado pela Olivedesportos e que tem títulos como o DN, JN, JOGO, TSF e Sporttv, ou o próprio BES como entidade financiadora a que todos recorrem.

Como disse Marinho Neves na entrevista que circulou no blogue “o cabelo do Aimar”, quem quer trabalhar como jornalista independente e isento, tem as portas fechadas. Deu o seu próprio caso, em que esteve para trabalhar em A BOLA e na última da hora, este jornal deu-lhe o dito pelo não dito.
Há muitas maneiras de maquilhar uma roubalheira de arbitragem. A solução escolhida por A BOLA de hoje (escolho este por ter ido mais “longe” do que os outros desportivos) foi “FORA DE JOGO” em título principal, mas com títulos menores dizendo “erros de arbitragem, de Jesus, de Emerson e de Artur não retiram mérito à vitória do FCP”. Fácil ...

Se pensam que os erros de arbitragem que são sugeridos, são aqueles que sabemos e que prejudicaram o Benfica, estão enganados. O jornal A BOLA vai buscar para a mesma 1ª página um pretenso penalty que ficou por assinalar contar o Benfica, antes do 3-2 para assim branquearem o erro que valeu a derrota do Benfica. Todos os outros erros ficam ao critério de cada um dos leitores. A opinião de A BOLA só se expressa em lances que beneficiaram o Benfica e não (curiosamente) nos muitos mais que nos prejudicaram!

O Pravda como lhe chama Pinto da Costa, tinha que arranjar um lance para branquear outro, muito mais grave. Há anos que fazem isto ...

Ora esse tal penalty que a BOLA acha que foi contra o Benfica, só tem a anuência de 1 dos 3 ex-árbitros do painel do jornal o JOGO! Coroado diz “grande penalidade por assinalar. Com o braço direito, embalou a menina, com o esquerdo, sem querer, deu-lhe aconchego”. Já Pedro Henriques diz “é a bola que vai ao encontro dos braços de Cardozo, não havendo ação deliberada por parte do jogador do Benfica” e Paraty “a bola atinge os braços de Cardozo. Na sequência de uma carambola, a bola bate-lhe na face e cai sobre os braços que ocupam uma posição natural”.

O resto já sabemos. É fácil passarem como música aos ouvidos dos adeptos: os erros de Jesus e os de Emerson, havendo a novidade de Artur Moraes também ser contemplado com um erro de 1ª página, quando antes dele errar, o árbitro assistente errou grosseiramente provocando o erro dele. Cá está mais uma variante do branqueamento: culpar um inocente do erro que fez, provocado pelo erro do malfeitor mais importante nesta escala de valores, e que assim passa incólume à critica.

Sobre Emerson injustamente expulso e injustamente tratado (uma vez mais) pelos críticos de “faca e alguidar”, quando ao mn 57 pelo mesmo critério, o árbitro deveria ter expulso o Djalma, com Benfica em vantagem por 2-1.

Socorrendo-me das estatísticas oficiais da Liga de Clubes verifico que, o Benfica fez mais ataques pelo lado esquerdo 19 do que pelo direito 15, que fez as mesmas faltas no sector do defesa esquerdo e no direito, jogamos 6% de todas as bolas jogadas, na esquerda da defesa e 5% na direita, e que pasme-se, Emerson foi o 3º melhor recuperador de bolas do Benfica, com 17 em apenas 77 mn (Maxi com 21 e Luisão com 22 ambos em 95 mn estiveram acima).

Sobre Jesus, um alvo cómodo para poupar a estratégia de subserviência ao “sistema” por parte de Vieira, as estatísticas dizem que o Benfica jogou 43% para a frente contra 39% do FCP! O Benfica jogou 9% para trás, o FCP 14%! Não foi por aqui que perdemos...

sexta-feira, 2 de março de 2012

Cinco e mais do mesmo II

Portugal, 2 de Março de 2012

Há tempos publiquei aqui um texto com o mesmo título, parte I, que terminava da seguinte maneira:

Com 5 pontos à maior, a tarefa do Benfica ficou apenas mais aliviada da pressão semanal, mas não ficou mais facilitada. Os obstáculos continuarão a ser enormes. E as arbitragens continuarão a ser a arma principal deste “sistema” que não desistiu de oferecer o título ao FCP.

Quem não sabe o que é o manual de arbitrar tem aqui sobejos exemplos: o árbitro não se engana a favor da equipa que está determinado a prejudicar, nem que seja num lançamento de linha lateral, o árbitro decide casos difíceis de acordo com as regras de favorecimento e não de acordo com as regras do jogo, o árbitro varia de critério de jogo para jogo consoante a equipa que se quer beneficiar ou prejudicar mais uma vez sem olhar para as leis de jogo mas para o estatuto das equipas dentro deste sistema. Isto é, marca-se penalty e expulsam-se jogadores quando se tem interesse em favorecer ou prejudicar uma das 2 equipas, e não quando os lances são enquadráveis com esse tipo de decisões pelas Leis de jogo.

Não podemos pensar em facilidades até ao fim do campeonato...

Não foi preciso muito para perdermos os 5 pontos de avanço e estarmos agora numa posição mais difícil do que há 3 jornadas atrás. Dá-se a coincidência de tudo isto ter acontecido após uma entrevista que o Sr.º Vieira deu à RTP e na qual, a dado passo, defendeu que a arbitragem tinha melhorado bastante!

No jogo seguinte a esta entrevista, o Benfica foi penalizado com 1 penalty a favor do Nacional, num lance em que o avançado caiu sozinho! Mais as faltas e faltinhas e a dualidade no critério disciplinar ... Se nos lembrarmos que este árbitro tinha feito algo idêntico quando o Benfica de Trappatoni foi a Guimarães, ao marcar 1 penalty por corrente de ar, sobre Romeu, não podemos deixar de nos interrogar: será que o presidente do Benfica não vê isto?

Isto é um pouco como o carteirista. Se mete a mão no bolso do incauto e este está a ver e não faz nada, o que acontece a seguir? O carteirista mete a mão no outro bolso ...

Ora como no Benfica parece haver ordens para se proibir a reclamação das más arbitragens, proibição que se parece estender a uma parte significativa dos adeptos, no jogo seguinte em Guimarães, Carlos Xistra cometeu a proeza de obter a 3ª derrota consecutiva do SLB em jogos por si arbitrados! E 1ª no campeonato. No ano passado em Braga, ao fim de 18 vitórias consecutivas, conseguiu a derrota que nem Estugarda, PSG ou o próprio FCP em sua casa, tinham conseguido...

E como mais uma vez não protestamos a dualidade dos erros grosseiros de arbitragem de Xistra, e tem sido assim ao longo destes quase 11 épocas do “novo ciclo” benfiquista, como lhe chama Luís Fialho no jornal Benfica, em Coimbra assistimos à 2ª versão da arbitragem de Benquerença em Guimarães na época passada! Um escândalo que culminou num pontapé em Aimar transformado em falta de ... Aimar. Convenhamos que nem Benquerença se atreveu a tanto, em lance igual, pelo que se pode concluir que este Hugo Miguel (de Lisboa ...) é um bom exemplo de como o “subsistema” da arbitragem se vai regenerando ...

Tendo o jogo de Coimbra sido antes do clássico com o FCP (de logo à noite), poderia pensar-se que a Direcção finalmente faria uma intervenção pública no sentido de defender os artistas da bola, os que custam milhões e que são impedidos, à porrada, de dar o seu contributo ao espectáculo em que tantos querem transformar os jogos de futebol! Nada de mais errado! Em vez disso, o Sr.º Vieira foi ao 108º aniversário do Benfica, ler mais um discurso escrito por outros, se calhar por gente paga pelos Bancos que mandam no clube e SAD, com os blá-blás que conhecemos: pedindo aos benfiquistas que apoiem a equipa no jogo, falando que não vira a cara às dificuldades, que não mexe um milímetro na linha traçada, etc, etc.

Como resultado desta inacção, o “sistema” nomeou o Sr.º Pedro Proença para arbitrar este jogo. Alguns lembrar-se-ão de erros monstruosos cometidos por este árbitro contra o Benfica. O que poucos saberão, é que com ele o Benfica nunca ganhou um clássico. Ou um derby. E com ele já perdemos alguns ...

Claro que logo à noite todos esperamos poder contrariar esta tendência. Será preciso toda a competência e uma boa dose de sorte. Só competência não chegou em Coimbra ...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A verdadeira crónica das Antas | Leonor Pinhão | 24-10-2002

Arsenal, Benfica e Real Madrid perderam os seus jogos no último fim-de-semana. Coisas que acontecem nas melhores famílias. 

Como os adeptos do Arsenal e do Real Madrid suportaram as derrotas dos seus clubes é coisa que não interessa nada. Sobre a reacção dos adeptos do Benfica orgulhamo-nos de vos apresentar um documento único. Nem mais nem menos que uma gravação áudio dos comentários dum grupo de prosélitos do maior clube português enquanto assistiam, através da RTP, à transmissão em directo do jogo das Antas. 

A gravação reporta-se ao espaço medido entre o primeiro e o derradeiro apito do árbitro do encontro, o senhor Paulo Costa, do Porto. A transcrição dos comentários é fidedigna e não foi alvo de censura. A vossa atenção, portanto! 

— Quem é este tipo?
— É o Paulo Costa.
— Mas não é do Porto?
— Do Porto ou do F. C. Porto?
— Do Porto?
— É mas isso agora não tem importância nenhuma. Os melhores árbitros para os melhores jogos, é o que deve ser.
— Quem é este rapaz?
— É o Éder.
— Que ideia do Jesualdo de meter o Éder, que nunca jogou num jogo destes.
— Estamos em cima deles.
— Se o Éder ao menos soubesse centrar...
Ouvem-se aplausos.
— ...Golo, golo, mas que grande centro do Éder. O Tiago só teve mesmo de pentear a bola.
— Pentear a bola?
— É uma expressão que se usa.
— Mas que grande ideia do Jesualdo de lançar o Éder num jogo destes. É assim mesmo!
— O Porto andou atrás do Tiago mas o Veiga trouxe-o para a gente.
— Grande Veiga!
— Olhem-me só esta entrada do Costinha sobre o Simão.
— Nem falta nem amarelo.
— Está bem assim. É o critério do árbitro. Vai deixar jogar à bola com o mínimo de interrupções.
— O Jesualdo percebe imenso disto.
— Ena, que grande pantufada do Jorge Costa no Fehér.
— Nem falta nem amarelo.
— É uma arbitragem como no estrangeiro, em que os árbitros nem se vêem nem se ouvem.
— Eh pá, até parece o Colina.
— Chiça, mas o que é que o Petit fez agora para levar cartão amarelo?!
— O Costinha há bocado fez muito pior e nem sequer foi falta.
— Os árbitros também erram.
— Ah pois.
— Coitado do Fehér, está farto de levar.
— O Ricardo Rocha é o máximo.
— Mas não é defesa-esquerdo.
— Está bem, mas não se lembram do Marco Caneira na época passada?
— Não, não, não deixem esse tipo centrar...
— Olha-me só o Éder... Foi mesmo ao ângulo. 1-1, que chatice.
— Mas que ideia do Jesualdo de meter este tipo.
— Olha outra falta do Jorge Costa.
— Agora vai mesmo levar amarelo.
Ouvem-se aplausos.
— Um a um no marcador e um a um em cartões amarelos.
— Ah Petit que ias marcando...
— Ah Fehér que ias marcando.
— Só não marcou porque está politraumatizado da pancada que tem levado.
— Já podíamos ter isto resolvido.
— Isto sem o Zahovic é outra louça.
— Vai Simão, vai!
— Com um árbitro a sério o Jorge Costa ia já para a rua.
— Olhem, e vai mesmo.
Ouvem-se aplausos.
— O Simão está deitado no chão e a levar pontapés.
— O Paulo Costa não vê nada.
— Estamos desgraçados!
— O quê? Desgraçados a jogar com mais um?!
— Sim, desgraçados.
— Nunca estamos satisfeitos.
— Não sejam naïves, o árbitro agora enquanto não expulsar dois jogadores do Benfica não descansa.
— Isso é mania da perseguição.
— O que é naïves?
— É totós.
— Olha a tribuna presidencial tão bem composta.
— Olha o Bibi atrás do Pinto da Costa. E ao lado está o professor Paulo Barbosa.
— É professor de quê?
— Afinal quem é o Bibi?
— É aquele senhor que interrompeu um treino da nossa equipa de futebol para dar um recado ao Roger.
— Agora está zangado com o Vilarinho e com o Vieira...
— Por causa do Pedro Miguel?
— Que disparate! Por causa dos empresários.
— O que é que aconteceu ao Pedro Miguel?
— Foi despedido pelo filho do Bibi que é vice-presidente do Benfica.
— O Pedro Miguel é do Veiga ou do Paulo Barbosa?
— É do basquetebol.
— Porque é que estão a falar de basquetebol numa altura destas? Vais ser livre contra o Benfica e falta um minuto para o intervalo.
— Olha, foi à trave.
— De qualquer maneira, o Moreira estava lá.
— Tudo para as cabinas!
— Como é que acham que vamos jogar na segunda parte?
— Eu tirava o Éder, que deve estar abananado, e o Petit, que já tem um amarelo.
— E metias quem?
— Como é central metia o Hélder a defesa-direito e punha o Ednilson no meio.
— Isso é mariquice. Só temos um amarelo, o Benfica está a jogar bem e a controlar o jogo, temos um a mais. Eu só tirava o Drulovic e metia o Mantorras.
— O que é que está ali a fazer o Miguel?
— Qual Miguel?
— O nosso Miguel.
— Quem?
— O Miguel, caramba!
— É porque defende bem. Contra o Moreirense entrou e defendeu muito bem.
— Mas vamos jogar à defesa?
— Vamos jogar em contenção a ver o que dá.
— Quem é que terá dado o apito ao Paulo Costa? O homem não pára de apitar.
— O Deco parece o João Pinto a atirar-se para o chão.
— Olha o Tiago a passar por eles todos...
Ouvem-se aplausos.
— ...como é que me falhou um golo destes?!
— O Porto não joga nada. Se não fosse o proteccionismo do árbitro...
— Disseste «proteccionismo»?
— Sim. Parece-te exagerado?
— Não sei o que me parece.
— Pronto, lá vai o Éder levar um amarelo.
— Agora é que era de o tirar e adaptar o Hélder a defesa-direito.
— Estamos com um a mais e parece que estamos com um a menos.
— Nós temos um a mais mas eles têm o Paulo Costa. As coisas até estão desequilibradas.
— Isso é facciosismo.
— Mas que grande defesa do Moreira.
— É como eu digo, não é por causa do guarda-redes que o Benfica não chegou aqui com 18 pontinhos.
— Mas que desarme limpinho do Petit!
— Limpinho na tua opinião, o Paulo Costa marcou falta contra o Benfica.
— Isto está a ser científico.
— Olha, o Deco tropeçou sozinho, está mesmo em má forma.
— Sozinho na tua opinião. Acaba de ser marcada a 79.ª falta contra o Benfica.
— Três cartões amarelos para jogadores do Benfica em dois minutos.
— Olha, lá se atirou o Deco outra vez para o chão.
— E lá vai o Éder para a rua!
— Pronto, o árbitro já pode descansar.
— Isso é o que tu julgas.
— O Moreira está mal colocado.
— Um autogolo, uma frangalhada, um Paulo Costa, é de mais.
— O Moreira não é guarda-redes para o Benfica.
— Mas com o Moreirense safou-nos.
— Sofremos o segundo golo duma falta que não existiu e ficámos sem um jogador.
— Eu sempre disse que esse Durão Barroso não mandava nada.
— A culpa é do Roger.
— Quando o Roger saiu estava 1-1.
— Agora foi o João Manuel Pinto que levou um amarelo.
— Não há amarelos para os jogadores do Porto?
— Só depois de mais um jogador do Benfica ser expulso.
— O Miguel levou amarelo.
— Mas está a jogar?
— Não, está a falar.
— E agora levou vermelho.
— Eu não disse?
— Nem contra nove o Porto joga alguma coisa.
— Amarelo para o Simão.
— Isto não acaba?
— Pelas minhas contas o Paulo Costa vai dar um cartão amarelo a um jogador do Porto nos próximos dois minutos.
— Vamos todos contar em coro os segundos?
— 1, 2, 3, 4 ... 117, 118, 119, 120 segundos...
— ... e amarelo para o Costinha! Bestial!
Ouvem-se aplausos.
— Isto é mais do que científico! Só falta mesmo o fogo-de-artifício na Ribeira!
— O Mantorras devia ter entrado mais cedo.
— Se tivesse entrado mais cedo a esta hora já estava na rua.
— Antigamente podia-se vetar árbitros.
— Mas temos de viver do presente. E ainda hoje ganhámos por 11-0 em futsal a uma equipa de que não me consigo lembrar do nome.
Ouvem-se aplausos.
— A falta que faz o Zahovic!
— Lá se atirou outra vez o Deco para o chão.
— Mas agora o Paulo Costa não foi na fita. Ah, grande Colina!
— Também só faltam dois minutos para o fim do jogo.
— Quanto tempo de compensação é que acham que vai haver?
— Se o jogo estivesse empatado para aí uns 9 minutos, estando o Porto a ganhar para aí uns 3 minutos.
— Não, o Paulo Costa não tem lata de dar 3 minutos. Vai dar 5 minutos!
— Vai dar 4 minutos. Quatro minutos é que é fino!
— Quem é que vota em 4 minutos?
Ouvem-se muitas vozes: «Eu!», «eu!», «eu!»
— Lá está a placa com o tempo...
— Quatro minutos!
Ouvem-se aplausos.
— Acho uma grande injustiça se os jornais amanhã disserem que foi o Deco que levou o Porto ao colo.
— Acabou.
— Vamos mas é dar uma grande salva de palmas à nossa equipa de futsal e ao seu treinador, senhor Alípio Matos, que deu 11-0 hoje à tarde. E marcámos 7 golos em 11 minutos!
Ouvem-se aplausos e barulho de cadeiras a arrastar no chão.
Fim da gravação.

Leonor Pinhão in "A Bola" 24.10.2002 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Xistrados

Portugal, 21 de Fevereiro de 2012

Comecei o último texto aqui publicado da seguinte maneira: “nos últimos tempos temos lido diversas coisas bastante favoráveis ao nosso Glorioso clube. Ora são os mais de 230 mil sócios que constitui recorde mundial de afecto clubístico, ora são os mais de 1 milhão de adeptos ligados no Facebook ao clube, ora são as receitas que nos colocam no 21º lugar mundial (e melhor clube português), ora é o Sr.º Vieira que tem excelente capacidade negocial, ora é a nossa equipa que pratica o melhor futebol da Liga, enfim, são tantas coisas boas que não sei bem porque estou com medo à arbitragem de Carlos Xistra no jogo de mais logo”.

Parecia que estava a adivinhar ...

Já hoje tive uma conversa interessante com um consócio e amigo benfiquista, onde ele defendeu que não nos podemos justificar com Carlos Xistra, porque também jogamos mal, porque quase tudo saiu mal, porque cometemos erros, etc. Ao contrário de mim, que defendo que com outro árbitro, os erros próprios poderiam não impedir um resultado positivo (é essa a minha convicção).

Cito este exemplo de uma pessoa que sente e sofre pelo Benfica, se calhar, mais do que eu, porque é nesta sua reacção, sincera e genuína, que tem estado um dos maiores problemas do Benfica. Quando perdemos, damos sempre uma enorme volta na análise para concluir que os erros próprios se sobrepõem – salvo raras excepções - aos erros do árbitro. É assim há mais de 20 anos.

Raramente conseguimos ligar o tipo de arbitragem, com o tipo de exibição. Porque raramente conseguimos perceber que um árbitro não condiciona apenas nos cartões que mostra ou não mostra, nas grandes penalidades que marca ou não marca. Mas também no número, tipo e local das faltas que assinala, ou não assinala. E muitas delas são “invisíveis” ou porque se situam no meio campo, ou porque nos apercebemos que “ali” devia ter sido assinalada falta, mas “além” não, e o árbitro consegue fazer precisamente o invés, dependendo da equipa que quer beneficiar. Ou prejudicar.

A análise da estatística nem sempre ajuda a ver este problema. De acordo com a LPFP, Xistra assinalou 16 faltas contra o Benfica (teremos feito todas estas faltas?) e 13 contra o Guimarães (terão feito “apenas” este numero de faltas?). Assinalou 12 cantos a favor do Benfica e 2 a favor do Guimarães. Terá interrompido algumas jogadas resultantes do canto por suposta falta do Benfica, prejudicando o nosso movimento ofensivo? Sim? Não? A estatística não diz.

A falta assinalada contra o Benfica e que deu golo (cá está a pergunta: teremos feito todas as que foram assinaladas?), noutros países e até nas provas europeias, raramente é marcada. Se nem assim conseguimos ver como um lance “inocente” pode ser “fabricado” e dar um mau resultado, então é melhor desistir de falar de árbitros e arbitragens.

Depois podemos passar à parte dos erros próprios. Aqui convém salientar que o Benfica pode perder como qualquer outra equipa, logo por cada derrota existirão sempre erros próprios. Mais ou menos. Mas existirão sempre. E se nós quisermos, podemos falar sempre deles e não das más decisões do árbitro, quando existam. O que dá jeito a quem quer estas arbitragens de manual.

Neste capítulo saliento a adopção da táctica preferida dos adeptos dos “15 mn à Benfica”, ou seja, o 4-4-2 em losango, com 2 médios ala, 1 playmaker, 2 avançados mais ou menos móveis, ou seja 5 jogadores de propensão ofensiva que geram dinâmicas de jogo atacantes, mas desequilibradas defensivamente.

Há muito que me manifesto contra esta táctica porque comporta riscos defensivos que são aproveitados pelos árbitros (e voltaram a ser no lance que resultou no golo). Mais a mais quando temos o nosso trinco de eleição Javi, lesionado, quando temos de jogar no terreno de um adversário de qualidade e para o seu lugar entra Matic que já vimos não ser um trinco, pois não é fácil ter mobilidade e capacidade de choque com 1,96m de altura. Fora o resto, como capacidade de leitura ou organização de jogo, etc.

Jesus disse que teríamos que ser perfeitos, mas escolheu a táctica imperfeita. Com os jogadores disponíveis, deveríamos ter jogado em 4-2-3-1 com Witsel no lugar de Rodrigo. Teríamos outro posicionamento defensivo, não daríamos tanta margem de erro ao árbitro, provocaríamos o adiantamento do Guimarães no terreno para gerar espaços na sua retaguarda. Daria para ganhar? É minha convicção que dava para não perder. Mesmo com Xistra ...

Árbitro ou erros próprios? 60% árbitro, 40% erros próprios... 3ª derrota consecutiva com arbitragem de Xistra ...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Chito, Xistro, Xistra, Xistrados?

Portugal, 20 de Fevereiro de 2012

Nos últimos tempos temos lido diversas coisas bastante favoráveis ao nosso Glorioso clube. Ora são os mais de 230 mil sócios que constitui recorde mundial de afecto clubístico, ora são os mais de 1 milhão de adeptos ligados no Facebook ao clube, ora são as receitas que nos colocam no 21º lugar mundial (e melhor clube português), ora é o Sr.º Vieira que tem excelente capacidade negocial, ora é a nossa equipa que pratica o melhor futebol da Liga, enfim, são tantas coisas boas que não sei bem porque estou com medo à arbitragem de Carlos Xistra no jogo de mais logo.

Este medo, compartilhado com tantos e tantos benfiquistas, é bem o sinal que a “bota” da grandeza não bate com a “perdigota” do respeito que nos é devido por toda a máquina que organiza as competições futebolísticas. Como é que um só homem pode por tudo isto em causa, como já pôs noutros jogos?

Uma equipa de arbitragem pode de facto dar pontos (e títulos), como os pode tirar, dependendo da habilidade para aplicar o manual de arbitragem em conjugação com a valia do adversário do Benfica. Eu diria que há uma equação matemática em cada jogo do Benfica, de expressão simples: Benfica> (Adversário + Árbitro).

Infelizmente nem sempre o Benfica consegue ser superior a estes dois adversários, o que é lógico, pois todas as equipas do Mundo têm os seus momentos menos bons (veja-se o Barcelona) e nesses jogos menos bons, se o árbitro der um “empurrão” ao adversário, este pode tirar-nos pontos. Dependendo da valia do adversário, nem será preciso um momento menos bom do Benfica para perdermos pontos, basta que o árbitro empurre o adversário para cima do Benfica, e pode ter “sorte”.

Em matéria de interpretação das leis de jogo, Xistra tal como Benquerença, está ao nível dos famigerados, António Costa, Francisco Silva, José Guímaro e mais recentemente Paulo Costa, Jorge Sousa, Soares Dias, etc. Ou seja, a um péssimo nível no que respeita ao Benfica.

Como é que um árbitro, neste caso Carlos Xistra, pode alterar a verdade desportiva de um jogo? Socorro-me do Benfica 3 – Estrela da Amadora 1, época 2006/2007. Num lance em que é mal assinalado fora de jogo a Nuno Gomes, este dá para Miccoli que acto contínuo remata para o golo. O árbitro mostra-lhe amarelo por conduta anti desportiva (2 benefícios para o adversário, numa só jogada). Depois, quando Miccoli é “atropelado” por um adversário, o simples facto de Miccoli ter “crescido” para o adversário, pela brutalidade da entrada, foi o suficiente para lhe mostrar o 2º amarelo e expulsão, o que permitiu que não jogasse contra o FCP na jornada seguinte (derrota por 3-2 aos 92 mn).

Se atentarmos no Braga 2 – Benfica 1 da época passada, que interrompeu um conjunto de 18 vitórias consecutivas (entre as quais na Alemanha e em casa do FCP na 1ª mão das meias finais da Taça de Portugal), Xistra conseguiu expulsar Javi Garcia num lance em que ele é que sofreu falta de Alan (cotovelo à frente) e que Xistra pela posição dos 2 jogadores, não viu (nem ele nem o árbitro assistente que assinalou a falta). Teve tanta “sorte” com a decisão de marcar contra o Benfica, que do livre inexistente resultou o empate do Braga, que a comunicação social preferiu atribuir a erro do Roberto (golo igual ao sofrido por Quim no ano anterior). Durante o jogo não teve igual critério disciplinar com as duas equipas, com prejuízo para o Benfica que estava a jogar com 10. Mais tarde não viu Airton ser carregado pelas costas e projectado para fora das 4 linhas, dando lançamento de linha lateral ao Braga (percebendo o adiantamento da nossa equipa)). Desse lançamento nasceu o 2º golo do Braga, um golão por acaso. Mas que resulta de mais um erro de Xistra contra nós.

Como o Benfica tem um Presidente que preferiu acusar a Câmara de Braga de sermos mal recebidos, apesar do estádio do Braga ter gestão da SAD do Braga, e preferiu fazer de conta que o árbitro não teve influência no resultado (tal como não falara para proteger Miccoli anos antes), o sistema fez o habitual cozinhado de nomeações de modo a que só estivessem disponíveis Benquerença e Xistra para o jogo da 2ª mão da Taça com o FCP.

Mais uma vez, a inépcia da Direcção não conseguiu perceber o que se estava a preparar. E o Benfica foi eliminado da Taça, com tantos erros de decisão sempre em desfavor do Benfica (excepto o penalty duvidoso quando perdíamos 3-0 e faltavam 5 mn para terminar o jogo), dos quais saliento o primeiro: Sapunaru agarra Saviola que estava isolado, fora da área, mas enquadrado com a baliza: livre directo e expulsão. Pois Xistra nada assinalou e com 0-0 foi o momento de viragem do jogo. Os jogadores do FCP perceberam até onde podiam ir ...

É neste contexto que uma vez mais, num campo difícil, temos Xistra a “arbitrar”. A nossa equipa tem 89% de pontos conquistados até agora e é normal que um dia venha a perder pontos. Se o árbitro quiser, pode ser já hoje ...