sexta-feira, 17 de maio de 2013

Obrigado (parte II)



Portugal, 17 de Maio de 2013



Terminei o texto anterior referindo que as situações de remate à baliza do Benfica, são mais “limpas” para o adversário, do que as situações de remate à baliza do adversário por parte do Benfica, por erro do modelo e não por erro de posicionamento ou de desempenho dos jogadores! 


Devo também lembrar que apesar de ser o modelo esmagadoramente mais utilizado, o 4-4-2 deu lugar com Jesus a uma variação do modelo 4-2-3-1 que é utilizado contra equipas de dificuldade acrescida. Como o caso do Manchester United na época passada da Champions. Ou o caso do FCP recentemente. Foi também utilizado nos dois jogos com o Bayer Leverkusen.


Confesso que era o modelo que eu esperava que Jesus utilizasse na final. Mas fosse porque se ouviram algumas criticas ao desempenho do jogo com o FCP (e não podemos esquecer como a “estrutura” é importante na vida dos treinadores do Benfica), fosse por outra razão, o que é certo é que JJ utilizou o modelo ofensivo contra a equipa mais difícil da prova até à final. Um erro de avaliação, mas um erro muito à Benfica. 


De facto no Benfica não existe meio-termo. Se joga com 1 avançado, o treinador é rotulado de ter medo, se joga com 2 avançados, o treinador é acusado de ser demasiado atacante. Tal como com os jogadores. Os mesmos críticos que na época passada acusavam Emerson de ser pouco ofensivo, agora acusam Melgarejo e Maxi de serem demasiado ofensivos. Fhónix...


Claro que ainda temos uma terceira via, que é a via “José Augusto”. Para esta velha glória do Benfica, no rescaldo pós jogo na Benfica TV, o problema das oportunidades falhadas na 1ª parte esteve na utilização do Rodrigo em vez do Lima. Ora se José Augusto pensasse tão bem como utilizava os pés quando jogava, ter-se-ia lembrado que Lima jogou a titular contra o Estoril e não marcou qualquer golo. E teria sido justo ao sublinhar que essas oportunidades foram falhadas pelo Gaitán e pelo Sálvio, e não pelo Rodrigo.


Mas como já disse uma vez, há pessoas que foram abençoadas com bons pés, mas na inteligência infelizmente não...


O Benfica é refém da sua história de vitórias e de pouca reflexão na análise às derrotas nas provas europeias. É um facto que os adversários têm sido sempre do mais difícil que pode existir. Milan e Chelsea, com quem perdemos as duas últimas finais, eram campeões europeus em título. O Anderlecht desses tempos, era das melhores equipas europeias a seguir aos ditos “tubarões”. Nessa campanha aviou o FCP com 3-0 na Bélgica e derrota 3-2 no Porto, depois de estarem a vencer por 2-0 e terem a eliminatória controlada. O PSV tinha eliminado o super Real Madrid e pensávamos que íamos ser goleados. No final perdemos nos penaltys. Já agora, na época seguinte o PSV começou a defesa do seu título cilindrando o FCP por 5-0 na Holanda... O Milan também era campeão europeu com 4-0 sobre o Barcelona... Enfim...


E não venham com o argumento que o FCP também jogou com adversários difíceis, porque difíceis foram estes: Milan, Valência e Barcelona. Os 3 adversários das Supertaça Europeia, todas perdidas pelo FCP!


Voltando ao Benfica, acho que temos de pensar melhor a forma de jogar contra equipas de grandes orçamentos, grandes jogadores, dos que resolvem um jogo num lance, dos que têm treinadores muito experientes. E acho que esta problemática teria de ser liderada pela Direcção, em programas de opinião ou em simples comentários avulsos. A mensagem tem de passar para os adeptos verem o futebol com outros olhos. E aceitarem as exibições ditas, menos ofensivas.


O Chelsea dos 100/120 milhões jogou com David Luiz a trinco. E pôde. O Benfica dos 30/40 milhões meteu o Roderick no Porto (35/45 milhões) e Jesus foi acusado de não arriscar (quando de facto arriscou com a entrada de Aimar, perdeu!).


Remato com um agradecimento muito grande aos jogadores e equipa técnica pela excelente prova que nos deram, pelo orgulho que me fizeram sentir como benfiquista. Também pelo contributo que esta excelente prestação europeia deu para recolocar o Benfica como melhor equipa portuguesa no ranquing da IFHHS.


Parabéns também às centenas de adeptos que imunes à “doença do erro” estiveram no aeroporto a saudarem os nossos heróis. É nas derrotas que se constroem as grandes equipas. A forma acolhedora como os adeptos receberam os nossos bravos jogadores, seguramente terá recompensa um dia destes. E no futuro. Obrigado!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Obrigado (parte I)



Portugal, 16 de Maio de 2013

Ao contrário de algumas pessoas que se manifestaram nos blogues (e não só) contra a forma como perdemos a final da Liga Europa contra o Chelsea, eu não me queixo de nada. Fizemos um bom jogo do ponto de vista estético, à Benfica eu diria, dominamos largas partes do mesmo, fomos eficazes nos processos defensivos, cometendo talvez no máximo 4 erros (os dois golos, o remate para a grande defesa de Artur na 1ª parte e para a bola na trave na 2ª parte), fomos dominadores obrigando um adversário de grande qualidade a jogar quase como nós quisemos, mas no final acabamos por ser castigados de forma penosa e dura. Entre aquilo e perder nos penaltys, não sei qual é pior.

Como adulto vi o Benfica jogar 4 finais de provas europeias, Anderlecht, PSV, Milan e agora Chelsea. De todas as que vi, sem querer ser injusto com ninguém, esta foi a final onde estivemos mais próximos de ganhar. Talvez nos tenhamos aproximado desta exibição na 2ª mão do jogo com o Anderlecht, não fosse o golo de Lozano (depois contratado pelo Real Madrid) e aquilo que agora os inteligentes que falam sobre futebol chamam “as facilidades dadas no golo adversário”.

Não sei se repararam, mas nos 4 jogos anteriores das referidas finais europeias (a Taça UEFA era disputada a 2 mãos), apenas marcamos 1 golo (Shéu na Luz ao Anderlecht). Ontem marcamos 2 e mesmo que 1 não tenha valido, lembro que foi com um fora de jogo assim tão “pequenininho” que o FCP ganhou a ultima Liga Europa ao Braga. Azar também com os árbitros assistentes.

Se Jesus muito contribuiu para construir este plantel e qualidade de jogo da equipa, exponenciando ao máximo o seu valor, na realidade acho que o seu (nosso) problema é que está muito condicionado pela história do clube e pelas ideias dominantes sobre como deve ser o nosso futebol. A opção pelo 4-4-2 é disso reveladora. Exprimi isto antes do jogo pelo que tenho legitimidade moral para voltar a dizê-lo: não passa pela cabeça de ninguém que uma equipa com orçamento de 30/40 milhões jogue com 2 avançados contra uma equipa que tem um orçamento de 100/120 milhões e que por sua vez joga com... 1!

Quem tem a pachorra de me ler sabe que há meses (anos) que insiro frequentes criticas nos meus textos sobre o modelo 4-4-2. Porque é um modelo de pendor ofensivo e muito dado a sofrer lances de contra ataque. Não é pois novidade que o volte a criticar agora.

No modelo 4-4-2 temos mais um avançado e menos um médio, por muito vai-e-vem que os avançados possam fazer, a estrutura física e mental de um avançado é sempre ser... um avançado. Resulta pois que a distribuição das peças do xadrez é-nos desfavorável perante equipas que jogam em 4-2-3-1 e conseguem ter mais um médio nessa zona do campo, onde nasce o ataque e começa a defesa!

O 4-4-2, o seu natural pendor atacante e os jogadores de grande qualidade, resultam numa pressão alta que encosta o adversário na sua defesa, aumentando o número de unidades defensivas e dificultando as situações de remate. De facto ontem viu-se outra vez, tivemos mais remates mas de menor eficácia, porque os jogadores do Chelsea (os tais dos 100/120 milhões) estavam quase todos dentro da área! Ao invés, com menos remates, o Chelsea teve situações mais “limpas” para alvejar a nossa baliza. Porquê? Porque os nossos jogadores quando perdem a bola ou são desarmados, não podem recuperar no terreno com a mesma eficácia de quem tem a bola. Porque estes correm de frente para a baliza tendo melhor percepção onde podem colocar a bola, e os nossos jogadores não. 

As tais situações de remate à baliza do Benfica, são mais “limpas” para o adversário por erro do modelo e não por erro de posicionamento dos jogadores! (cont.)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Triplete



Portugal, 13 de Maio de 2013

Perder um jogo com um golo sofrido aos 92mn de 94mn dados pelo árbitro, um jogo que pode significar a derrota do labor, a luta, o querer, a ambição de toda uma época, enfim, não sei se é para rir ou se é para chorar. Tanto mais que a equipa vencedora chegou a esta fase da prova com inúmeras ajudas – habituais – de erros de arbitragem bem complementados com o labor de branqueamento da generalidade da comunicação social, com a SportiTV à cabeça e a falta de reacção da Direcção do Benfica.

Às vezes a vida não é justa dando a sensação que o crime compensa.

Obviamente que nestas alturas há sempre análises absolutamente infalíveis, do que devia ser feito para evitar que tudo isto tivesse acontecido, e que a derrota fosse sempre vitória. E sempre para nós. Invariavelmente, essas análises conduzem aos “últimos” responsáveis do processo, criando movimentos de pressão de opinião pública que, regra geral, conduzem ao seu despedimento ou subalternização. No ano passado foi o Emerson, há dois anos o Roberto. Despedimos mas continuamos a não ganhar a prova principal, apesar de, tal como nos anos anteriores fazermos um conjunto de bons resultados nas provas não organizadas pelas viciadas FPF ou Liga de (alguns) Clubes.

Não resolve os nossos problemas mas é seguramente um instrumento de análise válido considerar que o Benfica, no ano passado, com Emerson, Nolito e Bruno César, fez melhor na Champions que o FCP desta época, e que o Benfica com Melgarejo, Sálvio e Ola Jonh fez melhor na Liga Europa do que o FCP na época passada. E já agora, lembrar que o Benfica empatando com o Moreirense faz a pontuação que o FCP fez na época passada. Se ganhar, ultrapassa essa pontuação do tal FCP de Hulk, e com isso não está garantido o título de campeão.

Posto isto não perceber onde está o problema é um problema de inteligência, ou de falta dela. No Benfica de Vieira, do BES, da Olivedesportos, da PT e dos empresários, há défice de inteligência a gerir os aspectos laterais à equipa, como seja a pressão da comunicação social e a qualidade da arbitragem. Seja intencional, seja involuntário, essa falta de habilidade para lidar com isso é notória e irritante. Pela persistência.
Voltemos ao jogo. O famigerado golo surge com a linha defensiva da equipa muito próxima do meio campo, com os dois defesas laterais subidos no terreno e propícios a levarem com bolas nas suas costas. Porque tínhamos esse posicionamento quando, no cômputo geral, durante o jogo não cometemos esse tipo de erros?

Eu atribuo esse erro defensivo ao principio – ADN - que existe neste clube e é: “no Benfica joga-se sempre para ganhar”. Ninguém é imune a esta ideia, entranhada no presente com as vitórias do passado, nem o treinador, jogadores e demais elementos do corpo técnico, etc. Posto isto o que acontece é que Jesus não foge à regra e tendo a possibilidade de ser campeão não cuidou de manter a equipa com a mesma dinâmica de jogo. Vai daí, apostou em Aimar para o lugar de Ola Jonh aos 83 mn. Podia ter trocado jogador por jogador (Urreta ou Melgarezo), mas entendeu dar um toque de classe e de génio ao nosso meio campo, puxando Enzo Peres para a ala e deixando Aimar como “maestro”. Obviamente fez esta opção porque quis ganhar o jogo, já que Aimar caracteriza-se pelo futebol que tem com a bola nos pés e não quando a bola está com o adversário.

E quis ganhar o jogo, porque no Benfica joga-se sempre para ganhar. Considerar um empate na programação do jogo é visto como falta de coragem. Uma covardia até, como me disse um amigo destas lides quando Koeman apostou num modelo de contenção (embora em 4-4-2) para empatar em casa do Lille na Champions (uso este exemplo muitas vezes porque tudo isto é recorrente no Benfica).

Ou seja, a somar ao teorema “15 mn à Benfica” e “deve jogar sempre o onze de gala” (este é o teorema José Augusto, em sua homenagem) que tão maus resultados deram contra o Estoril por exemplo, temos mais um teorema: “no Benfica joga-se sempre para ganhar”. Não perceber que uma boa parte dos fracassos desportivos do Benfica dos últimos 30 anos assentam nestes 3 teoremas, só serve para mandar embora Emersons e Robertos, para virem outros tomar o seu lugar. Este ano será se calhar o Maxi ou outro qualquer. E para o ano idem.

Claro que se somarmos a estes erros de concepção benfiquista, os erros das arbitragens, temos a explicação para tão pouco lucro de tão grandes investimentos no futebol. É que este FCP devia ter chegado a este jogo com uns 4 a 6 pontos a menos, e nós seguramente com 2 ou 4 a mais. Por exemplo. E a gerir o próximo jogo da Final da Liga Europa...

Mas sabemos que não é assim. Pelo contrário os maus resultados resultantes dos teoremas à Benfica colocaram-nos (em conjunto com os árbitros) nesta situação, e agora está tudo mais difícil para o triplete.

São mais 3 jogos para acabar a época. 3 vitórias farão toda a diferença do mundo...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pedro "Portuença" II



Portugal, 10 de Maio de 2013

A nomeação de Pedro “Portuença” para arbitrar o jogo que poderá ser do título para nós, da manutenção dos 2 pontos de avanço, ou da passagem do FCP para o 1º lugar, era uma nomeação prevista e que só pode surpreender quem continua a ver o futebol de forma autista.

Rui Santos e tantos outros analistas que fizeram a campanha contra a “Liga Capela”, deveriam – se fossem honestos – interrogar-se porque razão o presidente da Comissão de Arbitragem escolheu de um conjunto de árbitros disponíveis, aquele que apenas permite ganhar 44% dos jogos ao Benfica e mais de 95% de jogos ao FCP. É que, assim mais ou menos num exercício académico, poderia ter escolhido um que deixa ganhar 60% dos jogos ao Benfica e 70% ao FCP por exemplo (não sei os árbitros portugueses conseguem percentagens tão baixas ao FCP, mas é uma hipótese).

Alguém imagina o Bruno Paixão a arbitrar este jogo? Claro que não. Porquê? A maior parte dirá “porque é um mau árbitro”. Mas é mau porquê? Ah, porque dizem os jornais: “Eh pá, então você não vê futebol? O Paixão é um desastre...”

Mas que jornais dizem que Paixão é um desastre? Os mesmos que fizeram a campanha da Liga Capela por exemplo, como antes fizeram a campanha da Taça Lucílio, etc! Esses mesmos, os do “sistema”, com a SportiTV à cabeça a distribuir as imagens que interessa para a finalidade que querem!
Dou um exemplo. Paixão errou de forma grosseira no Estoril - Braga, perdoando 1 penalty com expulsão do guarda-redes do Estoril. Pois toda a gente percebeu que Paixão é assim, um mau árbitro. Apenas 8 dias depois, este “Portuença” tirou 1 penalty ao SCP, também por falta grosseira do guarda-redes, mas reflexos na comunicação social? Nenhum! Por ser o SCP? Não, como em se viu na Luz! Por ser o “Portuença”...

E assim o “Portuença” é o melhor árbitro português. Dizem eles. Os da SportiTV, da Liga Capela e da Taça Lucílio. E claro que os mesmos que colocaram nos jornais as fotos de adeptos do Benfica a rasgar uma bandeira do FCP no último jogo dos “bês”, serão os mesmos que não irão colocar a imagem de “Portuença” na Gala dos 100 anos da AF do Porto. Ou os beijos e abraços que trocou com os jogadores do FCP no FCP-SCP da última época, o jogo que deu o título ao FCP (olha só que coincidência). Estas fotos só passam nos blogues...

Claro que o José Augusto também concorda com a nomeação de “Portuença”. Mas de José Augusto e da sua teoria “devem jogar sempre os jogadores do onze base”, já muito falei e critiquei. Há pessoas que foram abençoadas com bons pés para jogar futebol, mas infelizmente não tiveram tanta sorte com a inteligência.

Resta falar do suposto Presidente do Benfica. Um actor de grande nível. Em 12 anos que leva de gestor e Presidente do Clube, recordo-me de ter falado apenas 3 vezes sobre arbitragens: quando patrocinou a campanha “deixem jogar o (meu?) Mantorras”, quando apareceu na conferência de imprensa do FCP após derrota com 2 penaltys tirados ao Benfica e um golo não validado, e na época passada quando quis fazer crer que estava sentido ao dizer “se Proença se sente condicionado, não apite mais jogos ao Benfica”.
Nestes mesmos 12 anos, foram bem mais as vezes que apareceu a repreender a equipa de futebol, exigindo-lhe que jogassem mais e melhor.

Ora isto não passa de um comportamento que apenas pretende enganar os sócios e adeptos do Benfica. Ele até dá a sensação que ficou chateado, mas onde devia mesmo mostrar que estava chateado era na FPF. Era fazendo o que fez o SCP e o FCP com o árbitro Bruno Paixão: contestação técnica!
Ainda hoje o Bruno Paixão não arbitra jogos do FCP e do SCP. Esta questão da contestação técnica é tão relevante que a única derrota do FCP para o campeonato nas últimas 3 épocas, foi arbitrada por Bruno Paixão em Barcelos!

O Benfica com muitas mais razões de queixa relativamente a Pedro “Portuença” nada faz no sitio certo, apenas encena para enganar quem ama e tudo dá ao clube. O cinismo e hipocrisia do actual do Benfica da “credibilidade” e do “sabemos para onde vamos”, é brutal. Um dia a história do Benfica será re-escrita e saber-se-á a verdade. Até lá, ficam as imagens de algumas arbitragens mais mediáticas (há outras, note-se) e que para o Sr.º Vieira não foram suficientes para lavrar um protesto técnico na defesa dos interesses do Benfica:

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Virados do avesso



Portugal, 8 de Maio de 2013

O empate frente ao Estoril, naquela que era uma das duas etapas para “roladores” que faltavam ao Benfica para ser campeão (como lhe chamei em texto anterior), significou um retrocesso de consequências imprevisíveis nos planos do título. Se a vitória nos dava a certeza que, na pior das hipóteses, poderíamos ser campeões frente ao Moreirense na última jornada, o empate trouxe-nos a certeza que o nosso rival directo tem uma chance de nos roubar o título de campeão. Seria apenas mais um dos que nos roubou nos últimos anos, enquanto entre benfiquistas se discute o perfil do treinador, as suas opções de gestão, os aspectos técnico - tácticos etc.

As razões deste inesperado tropeção prendem-se com o seguinte conjunto de razões:
1.     Antes do jogo o Benfica tinha apenas 4 pontos de avanço sobre o FCP, fruto de muito trabalho e qualidade da nossa parte, mas também fruto de 2 penaltys falhados por Jackson em jogos que o FCP empatou (Olhanense e Marítimo). Quem acompanha mais de perto o nosso campeonato sabe também que o FCP foi poupado a vários desaires e muitos pontos perdidos, por decisões dos árbitros sempre com a mesma bitola: na dúvida, favorecer os interesses do FCP. O jogo com o Setúbal foi apenas o último em que não foi assinalado 1 penalty contra o FCP na parte final do jogo (com 1-0) mas foi assinalado 1 penalty inexistente a favor do FCP (falhado). O Sr.º Vieira apoiou inequivocamente o seu amigo Fernando Gomes, o que só surpreendeu quem acredita na “história da carochinha” da “credibilidade” deste Benfica SAD. Os factos aí estão: dois treinadores medíocres bateram recordes de pontos no FCP. Villas-boas campeão com 93%, melhor registo de toda a história do FCP, e Vítor Pereira, campeão com 83% o 5º melhor registo de toda a história do FCP! Mourinho só por uma vez conseguiu ser superior a Vítor Pereira, veja-se bem ao ponto que isto chegou, com o aplauso e inércia – esperadas - de Vieira.

2.     O 2º jogo da eliminatória frente ao Fenerbahce que foi um jogo muito intenso do ponto de vista físico e do ponto de vista mental. 4 dias de recuperação é pouco tempo para um jogo que podia significar o título, ou seja, o prémio pelo bom desempenho dos últimos 28 jogos. A cabeça dos jogadores não “aterrou” e continuou no “ar”, quiçá pensando já nas comemorações e esquecendo a responsabilidade do jogo.

3.      Consequência do ponto anterior, a má opção da gestão física do plantel com base no pressuposto (que já antes critiquei no texto Agri-Doce de 19 de Abril) de que têm de jogar os considerados  jogadores do onze base. Esta é uma opção que eu não revejo em Jesus, pois quem avançou com André Gomes para o jogo em Leverkusen, não podia agora ter de medo de lançar esse ou outro jogador contra o Estoril, como já antes não o tinha feito contra o Paços, na 2ª mão da meia final da Taça.

4.      Dito isto, para mim há qualquer coisa que mudou em Jesus e que eu atribuo às pressões da “estrutura”. Diria mais. Este é o problema “José Augusto” que é uma das pessoas credenciadas que mais criticou na Benfica TV, de forma velada ou explícita, a opção de Jesus pela rotação de plantel. Após o 1º jogo com o Bordéus afirmou que o Benfica tem jogadores para jogarem sempre os melhores (no que foi corroborado por alguns espectadores que ligaram para lá). Chegou a defender a sua ideia com “no meu tempo jogavam sempre os mesmos e o campeonato também tinha 30 jogos, havia a Taça dos Campeões e a Taça de Portugal”. Ora eu não acredito que este tipo de ideias não passe de uns para outros na estrutura do clube, e depois chegue ao treinador. Ideias que parecem ter alguma lógica, mas que são desmentidas pela realidade dos outros clubes europeus que chegam longe nas provas europeias. Ora, o treinador pode resistir até certo ponto a este tipo de sugestões, mas depois com o tempo, o sucesso e a pressão, quebra-se qualquer resistência que houvesse a este respeito.

5.      Deste modo e em face do bom plantel do Benfica, plantel com 2 boas opções para a generalidade das posições em campo devido ao muito trabalho de JJ, deveriam ter sido dadas hipóteses a outros jogadores, como já deviam ter sido dadas na meia final da Taça. 3 ou 4 alterações eram suficientes, ficando os habituais titulares dessas posições no banco para entrada a qualquer instante do jogo. Os candidatos a descansar, pelo número de minutos já jogados seriam Lima, Enzo Peres, Sálvio e Garay.

6.      Mas aqui deparamos com outro problema. No Benfica há a teoria que têm de jogar os jogadores do “onze base” (teoria José Augusto) e (teoria 15 mn à Benfica) temos de marcar golos rápido para gerir o jogo. Ora a lesão de Enzo Peres e o empate comprometedor põem completamente em xeque, estas teorias que várias vezes ridicularizei como “tretas”.

Com estas “brincadeiras”, com esta falta de cultura desportiva e falta de respeito pela organização técnica da estrutura do futebol benfiquista, com estas teorias da treta de gente que jogou à bola mas não sabe pensar o futebol, teorias que condicionam as opções do treinador, estamos agora na contingência de fazer um mau resultado no “curral da Galinha”. Se isso acontecer (cruzes, credo, canhoto), não terá apenas consequência no campeonato, terá seguramente consequências no jogo seguinte, na final da Liga Europa.

Andamos 23 anos para chegar a outra final europeia, e graças a uns líricos que estorvam mais do que ajudam, e graças a uma Direcção que não trabalha estes aspectos com o treinador e equipa técnica, estamos na antecâmara de ter deitado tudo a perder, com um conjunto de más opções técnicas, tácticas e físicas, que eram de previsão fácil. As conquistas fazem-se nos pormenores e isso é coisa que no Benfica da “credibilidade” e do “sabemos para onde vamos”, 12 anos e muitos milhões depois, não existe.

Espero que o Benfica não perca no campo do FCP, não só porque somos de longe a melhor equipa a jogar a bola, mas também para não ter de ouvir o Sr.º Vieira dizer que ainda estamos a pagar a factura dos tempos da Direcção do Dr.º Vale e Azevedo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O 12º jogador



Portugal 3 de Maio de 2013

Que dia este. Que noite a de ontem. O Benfica apurou-se para mais uma final europeia, à custa de uma vitória tão difícil quanto justa. E Jesus fez mais um “milagre” deixando para trás esse infeliz registo de 28 anos sem virar uma eliminatória, na condição de visitado, depois de derrota na 1ª mão por 1-0. Os números valem o que valem, mas já são tantas as marcas que só um cego ou uma pessoa desonesta intelectualmente, não vê.
Só falta mesmo acabar com maldição de Bella Gutman! E Jesus aí está na poole position para o conseguir!
De repente dei por mim a pensar que esta é a 1ª final europeia para os meus filhos, todos sócios do Glorioso. E também fiquei contente por eles.
Tratou-se de uma vitória difícil onde o apoio do público do chamado 12º jogador, foi fundamental. Duvido que sem um público à Benfica, ontem tivesse sido possível jogar como se jogou. Ainda bem. Em sua homenagem termino com alguns comentários de adeptos e sócios publicados na BOLA online.

carsen
02-05-2013 - 22:15
Bora Benfica. Vamos enterrar a maldição de Bela Gutman de vez, o hungaro lançou-nos uma praga que dura há 50 anos, venceremos o Chelsea !

Daniel_LP
02-05-2013 - 22:20
O Cardozo fez um dos melhores jogos com a camisola do Benfica, não só pelos dois golos mas também por tudo o que correu, pelas desmarcações... Ele disse que ia ser o jogo mais importante da sua vida e mostrou isso mesmo em campo... Obrigado Tacuara! Obrigado JJ! Obrigado Glorioso!

Teclado
02-05-2013 - 22:38
Muita calma que nada está ganho! agora é descansar e foco total no Estoril porque atenção o campeonato é o grande objectivo da época!!!!!! A LUZ TEM DE TER 60 000 NA SEGUNDA A APOIAR DO INÍCIO AO FIM! É COMEÇAR A PREPARAR ESSE JOGO!

AGAS
02-05-2013 - 22:39
Hehehe, este mibr primeiro dizia que o Newcastle é que ia eliminar o Benfica, depois era "contra o Fenerbahce é que vão perder, que é uma grande equipa", agora é "contra o Chelsea é que é", hahahaha. Decide-te lá, pá.

lrock
02-05-2013 - 22:51
BENFICA na final? Não me digam que o árbitro foi o Capela ? Eu até vi pelo menos 1 penalti por marcar mas foi a favor do SLB. Falem mas é no banho de bola que o glorioso deu.

class_slb
02-05-2013 - 22:52
DragonBest, tuneis, SLB TÚNEIS, TrUsTnO1, CeltaVigo7, Filipe_FCP, mibr, remi68, NB13965, RedMafia, obrigado por fazer o Benfica ainda maior, sem vcs isto não era a mesma coisa :)

123etc
02-05-2013 - 23:00
ridicularizámos e calámos quem nos tenta tirar o mérito! se este ano foi sujinho sujinho...é porque o vitor pereira andou a sentar o traseiro dele nos bancos de suplentes por esse pais fora!

smrpinto
02-05-2013 - 23:26
Só para ler os comentários do NB13965, já valeu a pena vir cá hoje, pensava que dementes não podiam comentar devido á sua deficiência morfológica, mas pelos vistos enganei-me. quanto ao que interessa GRANDE BENFICA, Limpinho, limpinho...

Miko
03-05-2013 - 00:24
Foi um verdadeiro INFERNO. Como gostaria de lá ter estado.

David R.M.
03-05-2013 - 00:31
3-1. E trabalho feito! Qual será a desculpa desta vez? O Capela? Os túneis? Os bloqueios? A sujidade?

Abel_cop
03-05-2013 - 00:41
Dedico esta FINAL ao Broas; pior "treinador" da Kamorra dos últimos 40 anos: BURRINHO, BURRINHO, BURRINHO!!!!!

triac_1
03-05-2013 - 00:58
Joakkim,de certeza que não esteve no Estádio da Luz,pq quando o jogador foi reanimado e saiu do Estádio da Luz foi brindado com uma salva de palmas de todo o público presente.Isto é, toda alma daquela gente se emocionou por ver o jogador recuperado.Acho que com isto respondo à sua questão!?SLB4EVER.

DOZE_a_2
03-05-2013 - 01:19
Nenhuma da 2 equipas contra quem o Benfica jogou, foi capaz de nos parar. Fernh e árbitros... Os antis queriam que fosse o pp, arbitro oficial os corruptos...

Gismonti
03-05-2013 - 07:13
Vendo a lista dos que foram votados melhores em campo, nao posso de deixar de realcar a exibicao do Enzo. Fez um enormissimo jogo.

tsumandjii
03-05-2013 - 10:16
mas uma vez...volto a colar o que escrevi numa outra noticia relacionada com a passagem do Benfica à final... "os antis são como os putos, é deixa-los a chorar e a fazer birra sem lhes ligar patavina que eles acabam por se calar!!! Benfica sempre"

RedGirl_06
03-05-2013 - 10:58
Destinados a finais colossais! Uns vão com Celtic e Mónaco, nós com campeões europeus! É preciso ter galo, no ano que lá vamos, está lá o campeão europeu. Mas siga, o Benfica está destinado para batalhas épicas e não jogos de rocócó. E nem temos jogadores dopados, ainda dificulta mais.

cisco77
03-05-2013 - 11:37
Parabéns BENFICA por esta noite GLORIOSA!!! Agora a próxima final é já 2° feira!!!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O caminho "marítimo" para o título



Portugal, 2 de Maio de 2013

Com a vitória (difícil) no campo do Marítimo, todos nós pensamos que o mais complicado está feito e o título de campeão está ali ao virar da esquina do jogo com o Estoril. Mal seria se depois de abrirmos o caminho “marítimo” para o título, acabarmos nas “espreguiçadeiras” das praias do Estoril...

Numa análise muito fria, podemos concluir que sim, que está, se ganharmos ao Estoril. Mas deixa de estar, se não ganharmos ao Estoril e o FCP fizer melhor resultado do que nós contra o Nacional.

Nesta parte final das provas, com total comprometimento na Liga Europa e presença na final da Taça de Portugal já garantida, o mais complicado para os jogadores é a parte mental. Que implica com a concentração e atitude adequada, nos jogos que faltam.

Vi no jogo com o Marítimo uma atitude recorrente no Benfica, que é o relaxamento generalizado à espera que o 2º golo simplesmente aconteça. Sem fazer muito, o adversário começa a acreditar, faz o seu jogo e se tem a sorte de marcar um golo, tudo volta ao início. Com a diferença que entretanto a dinâmica do jogo favorece o adversário e não a nós, que entretanto, relaxamos.

Aconteceu na última final da Taça de Portugal com o Setúbal. Também marcamos cedo, aos 4/5 mn, também de penalty, e no final o Setúbal de Rachão (onde está ele agora?) deu a volta ao marcador, para grande tristeza. E a dobradinha lá se foi...

Agora num jogo crucial, estava a ver o mesmo filme. Valeu o intervalo para dar um abanão à equipa e voltarmos a ver a mesma entrega, raça, atitude de conquista, competência, que vimos na maior parte dos jogos da época. E se tivemos sorte com o auto-golo, também tivemos azar com duas bolas nos postes, por isso o merecimento da vitória não se pode por em causa.

Como se percebeu (quem percebeu, a Direcção demorou mais de 8 dias...) na semana posterior ao derby, a campanha “Liga das Capelas” destinava-se a condicionar a arbitragem a favor de FCP e SCP (os que mais criticaram um suposto beneficio ao Benfica por parte do árbitro Capela), e também a condicionar a arbitragem do jogo da Madeira, mas aí, contra o Benfica. E tudo funcionou bem: o FCP teve mais 1 penalty claro não assinalado contra, com 1-0 no marcador e a escassos minutos do final do jogo, depois de já ter tido um penalty assinalado a seu favor e que era inexistente. O SCP ganhou 2-1 com 1 golo em fora de jogo, tão televisivo como os lances que manipularam no derby, e o Benfica que até viu o árbitro assinalar 1 penalty clarinho sobre Lima, mais tarde na hora do “aperto” viu o mesmo árbitro sonegar outro penalty clarinho sobre Cardozo.

Bem, funcionou quase bem (na perspectiva deles), porque apesar disso o Benfica ganhou, ficando aberto o caminho “marítimo” para o título...

Independentemente do resultado que consigamos na Liga Europa, mais logo, o importante é ter a cabeça fria na 2ª feira contra o Estoril. A ansiedade será o nosso pior inimigo. A possibilidade de nos deslocarmos a casa do principal rival com 4 pontos de avanço (no mínimo) poderá condicionar o sub consciente dos jogadores. Que poderão também ser influenciados pelo resultado contra o Fenerbahce. Vamos esperar que tudo corra como até aqui: bem!

Para terminar, o Benfica através do seu Director de Comunicação, deu uma conferência de imprensa na qual rebateu a campanha que o FCP à boleia do SCP, encetaram na comunicação social para desacreditar os méritos da nossa equipa. Sabendo da dificuldade e importância que tinha o jogo do Marítimo para o Benfica e a vitória que o FCP precisava sobre o Setúbal, mais a importância de vencer o Nacional por parte do SCP para não ficar fora da Liga Europa, essa campanha visava condicionar a arbitragem desse fim de semana. O Benfica só reagiu após a vitória sobre o Marítimo. Se repararem, João Gabriel estava só na sala. O Presidente do clube e SAD não estava. Mas tinha estado com Jesus na conferência de imprensa que anteviu o jogo com o Marítimo.

A atitude de Vieira (ausência institucional nessa conferência de imprensa), deve ser interpretada como um sinal para o exterior. Um sinal de que o Presidente não considera importante a argumentação sobre erros de arbitragem e seus favorecimentos a uns e prejuízo para outros. Deixou que se fizesse apenas para contentar os adeptos do Benfica. O que para mim é apenas mais um sinal de que ele se está a marimbar se somos “roubados” ou não, para ele o que interessa é navegar no mar de conhecimentos e relações que o mundo de futebol lhe deu. E no qual ganha muito dinheiro.