sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Quo Vadis Benfica?



Portugal 22 de Janeiro de 2016

Ao fim-de-semana futebolístico onde os nossos rivais “generosamente” nos ofereceram 5 pontos, colocando-nos apenas a 2 pontos do 1º lugar da grelha de partida onde está o “Ferrari” do SCP (com alguma batota nos catalisadores), seguiu-se uma nova jornada rica em novidades, no que diz respeito à Taça da Liga, tendo o FCP ficado pelo caminho e estando o SCP muito perto de acompanhar o FCP. O Benfica não tem garantido o acesso às meias-finais, mas apenas dependemos de nós, pelo que ainda podemos batalhar pela 7ª Taça da Liga.
Não é contudo disto que quero falar, nem dos exageros que se seguiram com pelo menos duas figuras públicas do Benfica, Bruno de Carvalho e o “habituée” António Figueiredo, a falarem coisas que são prejudiciais para uma cultura de trabalho ganhadora, para a mentalidade dos jogadores, treinadores e até adeptos: que “os rivais vão ter saídas difíceis” (e nós não?), que “se ganharmos ao FCP deixamo-los a 6 pontos” (e se perdermos?), que Rui Vitória está a fazer um bom trabalho e que “apareçam os que o criticaram no inicio”.
Isto não é positivo pois nada acrescenta ao grupo de trabalho, excepto pressão e distracção. Se tivermos o azar de falhar num jogo (como acontece muitas vezes no futebol bem jogado), lá volta a critica sobre Rui Vitória porque o transformaram em personagem central deste Benfica, quando essa centralidade tem um único nome: Vieira!
Mas como disse, não é disto que vou falar mas sim da contratação de um tal Aires Sousa ao Nacional da Madeira, para a equipa de juniores. Desde logo poderíamos interrogar-nos porque reforçamos a equipa de juniores com jogadores de fora, se fomos campeões em juvenis na época passada. Para financiar o Nacional da Madeira através de um jogador com pouca visibilidade mediática? Talvez! Mas o pior nem é isto, mas sim o que este rapaz escreveu na sua página do twitter, relativamente ao Benfica. Eis umas amostras:
26 de Novembro de 2014: nem à liga Europa vai haha fracos
28 de Novembro de 2014: lógica sportinguista: mais cale faltar a luz na Champions do que a Champions na Luz hahah Benfica (sinal proibido) Porto sempre (corações azuis).
18 de Dezembro de 2014: Rua fdp ahahah
21 de Março de 2015: Benfica perdeu lindo
Ora este rapaz assinou contrato profissional com o Benfica, por 3 épocas, no passado dia 18 de Janeiro.
Recentemente um jogador adepto do Real Madrid tornou-se conhecido por ter representado o Barcelona B apenas por umas horas, já que os responsáveis do Barça descobriram comentários ofensivos para o clube a para a Catalunha, escritos uns 2 ou 3 anos antes, na sua página do facebook. E despediram-no!
No Benfica de Vieira, do famoso “projecto” do “sabemos para onde vamos” e mais umas quantas aldrabices vendidas com a conivência da comunicação social, e de mais uns quantos nababos adeptos do Benfica, contratar jogadores que insultam e gozam com o clube, é “normal”! Não é por acaso que toda a gente goza com o Benfica pois sabem quem é o presidente, quais as suas origens, como chegou à situação económica que chegou e porque razão nunca está quando o Benfica precisa de ser defendido. Porque é ele próprio a estimular a falta de respeito pela instituição!
O caso deste jogador soma-se ao de outra contratação de Vieira, para uma função qualquer que ninguém percebe bem, um tal de Jorge Gomes, ex-funcionário do FCP. Este funcionário pago pelo Benfica há umas semanas atrás lançou uma campanha no facebook intitulada “Oliveira a presidente do FCP”. Não nos podemos admirar pois, já que as pessoas que trabalham no Benfica sabem que não há limites para atacar o Benfica. Nem morais, nem éticos, nem clubísticos...
É neste contexto que temos de perceber porque razão o Sr.º Vieira contratou um motorista pouco recomendável, o promoveu a director do Benfica (para ganhar um salário mais elevado, pago por nós, mas servindo Vieira) e foi com ele ameaçar fisicamente o candidato Bruno de Carvalho. Ora quando por mero acaso o motorista foi apanhado com 9 kg (!) de droga num carro do Benfica, Vieira não teve a coragem de assumir a sua contratação, bem pelo contrário, com o cinismo e hipocrisia que o caracteriza, mandou circular notícias que davam conta que o motorista era um ex-funcionário do Benfica, quando na realidade o despedimento apenas ocorreu mais tarde (JN de 7 de Novembro: (José Carriço) só deixou de ser funcionário do clube oito dias depois da sua detenção. Foi o próprio Benfica que fez chegar esta informação ao processo, pendente no Ministério Público de Sintra, apesar de ter reagido à notícia da detenção de José Carriço, avançada em primeira mão pelo JN, com mensagens ambíguas onde se aludia, repetidamente, a um "ex- funcionário" do clube).
É caso para perguntar: onde andam os notáveis que tão repetidamente criticaram Vale e Azevedo quando estava a gerir um clube deixado falido e sem receitas televisivas por Manuel Damásio e seus pares, como Abílio Figueiredo, Gaspar Ramos, António Figueiredo, Manuel Vilarinho (umas semanas)? Querem ver que todos recebem uma avença para estarem calados? Quo Vadis Benfica?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A camisola cor-de-rosa...



Portugal 14 de Janeiro de 2016

Na época 2006/2007 o equipamento alternativo do Benfica foi uma camisola cor-de-rosa, que apesar de algum sucesso comercial, foi bastante criticada por gente mal formada, pelo feminismo que “emprestava” à equipa. O cor-de-rosa foi citado nos artigos de opinião dos “profissionais” da comunicação social, passando a ser mais um factor de diversão para quem escreve e fala de futebol, pelo que não admirou que durante toda a época os adeptos do Benfica fossem incomodados por comentários dos rivais.
No passado domingo a Juventus usou o equipamento alternativo cor-de-rosa frente à Lázio. Outras equipas têm cor-de-rosa no equipamento alternativo e algumas como o Palermo, até no equipamento principal. Se cor-de-rosa é sinal de feminismo, não devia ser usado no Râguebi, mas é utilizado no equipamento principal do Toulose.
No Benfica, tudo ou quase tudo se pode transformar em debate ou polémica com intuitos pouco inocentes. Bem pelo contrário, existe nessa opção uma estratégia de criar cortinas de fumo sobre os assuntos mais importantes do futebol: o controlo do futebol que ajuda uns a ganhar mais facilmente do que outros, e outros a perder mais facilmente do que os que beneficiam das boas graças desses poderes.
Se nessa época foi a cor do equipamento, a seguir foi outra coisa qualquer, como por exemplo nos 6 anos de Jesus onde por regra era o treinador que provocava polémica durante o ano todo. Pelas opções tácticas, pela gestão física, pela falta de habilidade para falar português com correcção, pelas derrotas, pelas contratações falhadas, pelo salário elevado, etc. O “tipo” era insuportável e ainda por cima, caro....
Jesus passou para o SCP e acabaram-se as polémicas em torno dele, beneficiando disso o clube que agora representa, o que evidencia a existência da tal estratégia da cortina de fumo. Porque o longo braço das arbitragens colocou o SCP em primeiro lugar, ou porque tiveram boas decisões, ou porque as más decisões lhes foram favoráveis. Mas não interessando tornar esse tema polémico ou não interessando por a nu a fraude que tem sido este campeonato, importa destacar (tudo retirado da BOLA) que “Jesus emocionou-se quando cantou com os adeptos e as lágrimas bailaram-lhe nos olhos”, no dia anterior foi “Um passo de leão” já a pensarem no título sublinho eu, ou “Jesus mestre dos clássicos” em 4 de Janeiro após a vitória sobre o FCP. Longe estão os temos onde a BOLA titulava “Deus pode mais do que Jesus”, no jogo com o Setúbal em que tendo deixado no banco o criticadíssimo (também pela BOLA) Roberto, sofremos um penalty com expulsão de Júlio César, Roberto entrou e defendeu, ganhando a injecção de moral que precisava...
A promoção dos tais interesses não se fica por estes exemplos que beneficiam a mesma pessoa que antes, quando treinador do Benfica, era criticada por tudo e por nada. Se repararmos nos critérios de apreciação dos casos polémicos de arbitragem, encontramos diferenças abismais, que surpreendem pela parcialidade e falta de princípios. Assim, para o jornal A BOLA, no derby de 26/10 (derrota caseira por 3-0) os 4 lances polémicos não incluem o derrube de Gaitan aos 81 mn (penalty claro, que não dava jeito apontar como erro ao amigo Xistra), incluem o agarrão de Ruiz a Luisão aos 8 mn, com a legenda de “talvez seja um daqueles lances em que só o recurso às imagens de TV esclarecem” e o derrube a Mitroglou aos 83 mn com a legenda “bem mostrado o cartão amarelo por simulação. O jogador do SCP tem o lance controlado e é o avançado que procura o contacto”, quando a imagem mostra um defesa do SCP a obstruir a progressão do avançado e se o fez de forma legal protegendo a bola, não há falta nem simulação, se o fez de forma ilegal, desviando a trajectória do corpo para impedir a progressão do avançado, então há falta e penalty. Mas em qualquer dos casos, não há simulação, pois o nosso avançado apenas procurou ir atrás da bola.
Será que o jornal a BOLA quando estampou na 1ª página um ror de criticas ao árbitro do jogo CSKA-SCP também considerou que os lances em questão são dos tais que só o recurso às imagens de TV esclarecem? É que de facto esses foram lances que pelo posicionamento dos jogadores (1º golo do CSKA) ou dificuldade de leitura do lance, como os fora-de-jogo, eram lances de TV. O lance do Ruiz sobre Luisão não, porque aconteceu no local onde a bola está jogável e o árbitro tem de estar a ver...
Mas se mudarmos para o RECORD, o panorama muda pouco. Após eliminação do SCP em Braga, descobriram um lance onde Slimani foi tocado com a legenda “o lance foi muito rápido, mas a verdade é que em slow-motion vê-se que André Pinto toca com o joelho na perna de Slimani, em cima da linha de grande área”. Fantástico não é? Para arranjar um penalty a favor do SCP o slow-motion vale. Para assumir um penalty não assinalado contra o SCP (Ruiz sobre Luisão) que podia ter dado o 1-0, só recorrendo à TV...
Por causa destes favorecimentos e/ou cortinas de fumo, a comunicação social não tem dado ênfase ao balanço do final da 1ª volta, um balanço que nos traz indicadores estatísticos interessantes. Porque a equipa apresenta o melhor goal-average da prova e o melhor ataque, nos últimos 9 jogos apenas cedeu 1 empate, marcou 29 e sofreu 4 golos (45-11 em toda a 1ª volta), a qualidade de jogo tem vindo a subir tomando a forma que o actual treinador pensou, e que não tem de ser igual à de épocas anteriores. Tudo parece indicar que finalmente temos um padrão de jogo coeso e ganhador.
Ao invés deste tipo de análise, continua o romance cor-de-rosa entre a comunicação social e o Jesus do SCP, esperando eu que se mantenha uma certa tradição de Jesus fazer menos pontos na 2ª volta do que na 1ª (no Benfica foi assim em 4 épocas, mas a arbitragem não era favorável como se sabe). Se isso acontecer e se Rui Vitória continuar a ganhar na proporção que ganhou nas últimas 9 jornadas, pode ser que o título de campeão caia para as cores vermelhas ao contrário do que prevê o “guião” da comunicação social azul esverdeada...

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Começar bem o ano...



Portugal 5 de Janeiro de 2016

A equipa de futebol começou o ano como terminou o anterior, ou seja, ganhando a dois adversários difíceis e incómodos, ambos a atravessarem bons períodos futebolísticos. O Rio Ave era 5º classificado antes de jogar na Luz e tinha o melhor ataque fora de casa. O Guimarães é sempre difícil e apesar de se situar no meio da tabela, tem mostrado sinais (e vitórias) de recuperação. O futebol nos tempos que correm é mais equilibrado e disputado, as equipas têm as mesmas condições de treino e suporte técnico da envolvente, pelo que não alinho na tese “jogar bem e ganhar” mas inverto o paradigma para o mais pragmático “ganhar e jogar bem”.
Tal como a equipa de futebol, tenho de começar o ano como acabei: a falar da comunicação social e de como continuam a ser protagonistas, “inclinando o campo da opinião contra o Benfica e a favor de FCP e SCP... Não nos podemos admirar que alguns adeptos (ruidosos) do Benfica se atirem à sua própria equipa, enquanto os adeptos de FCP e SCP se atiram... contra o Benfica e contra as arbitragens” (texto anterior Pressão Artificial, 21 de Dezembro).
Vem isto a propósito de 1) excessivo mediatismo das queixas do SCP à arbitragem do Guimarães - Benfica, com destaques nos onlines das acusações do Presidente e do Inácio do SCP, 2) selecção de imagens sobre alegados erros que favoreceram o Benfica, para destaque nos casos do jogo de Guimarães, mas não do lance aos 20 mn onde o Octávio deveria ter sido expulso por entrada maldosa sobre Jonas, 3) perseguição ao árbitro a propósito do suposto dever de informar, sobre se chamou “burro” ao treinador do Guimarães ou não, com divulgação do som áudio da conversa em questão, não esquecendo de avisar que pode ser castigado com 15 jogos de suspensão (quando Jesus apertou os “colarinhos” do jogador do Nacional que insultou Jara, curiosamente o áudio não veio cá para fora...).
Tenho toda a legitimidade para me sentir incomodado com este tipo de critérios da comunicação social, que acabam por colocar toda a gente a falar do que eles querem e não do que se passou em campo, porque no texto anterior (o que está mais “fresco”) interroguei-me porque razão essa comunicação social, não colocou o golo invalidado ao Jimenez contra o União nos destaques dos onlines referentes aos casos de arbitragem, preferindo dar destaque a uma quantidade de burros (como referi) de ex-treinadores do Benfica que opinaram sobre as hipóteses do Benfica chegar ao título e não sobre qual poderia ser o resultado do União-SCP.
Claro que eles podem alegar que os responsáveis do Benfica não falaram do árbitro como falam os do SCP, e isso é um argumento incontornável, pois esta gente que está a fazer de conta que defende o Benfica, na realidade apenas está a defender os interesses do “sistema” que se entranhou na gestão do Benfica e que corporaliza na criação do “mito” do melhor presidente das últimas não sei quantas décadas.
E não havendo reacção do Benfica em relação a matérias de arbitragem, por imposição desse “sistema” que quer o Benfica como aluno exemplar numa escola de piolhosos, torna-se mais difícil fazermos passar os nossos pontos de vista, acabando por ver (suprema ironia) o presidente do SCP falar de dois supostos penáltis poupados contra o Benfica, quando no dérbi para o campeonato foram poupados 3 penáltis contra o SCP. Pomo-nos a jeito, não nos podemos queixar...
Mas eu queixo-me, porque tenho denunciado o “faz-que-é-presidente” e a gestão habilidosa que a Liga tem feito da arbitragem, bem como quem deveria ser isento e imparcial, mas acaba por branquear o que os poderes do futebol querem e impõem: a comunicação social.
Se atendermos apenas às grandes penalidades, o Benfica tem 3-0 a favor e contra. SCP tem 7-3 e FCP tem 2-1. Contudo os 3 penaltys a favor do Benfica foram assinalados em apenas 2 jogos, tantos como os do FCP, mas os 7 a favor do SCP foram distribuídos por 6 jogos! Dois foram assinalados no minuto 90 e outro após um fora de jogo de quase dois metros que o árbitro assistente não viu. Foram 3 vitórias por 1 golo de diferença, 6 pontos conquistados...
Se mencionarmos o número de penaltys não assinalados a favor de uns e outros, o Benfica é claramente o clube mais prejudicado, salientando-se 3 contra o SCP e outros 3 contra Rio Ave, jogos em que não se soube a nota dos árbitros.
Também podemos falar dos minutos que as equipas jogam em superioridade numérica. Neste parâmetro alguns já repararam, mas outros continuam a ver apenas a qualidade de jogo da equipa. Repararam que este ano deixou-se de falar deste parâmetro ao contrário da época passada? E porquê? Porque na época passada o Benfica jogava mais minutos em superioridade numérica, enquanto este ano é o ... SCP! Se considerarmos os jogos com 93 mn, incluindo compensações, o Benfica jogou 1 mn em superioridade numérica, e zero em inferioridade numérica. O SCP jogou 109 mn em superioridade e 20 mn em inferioridade numérica. Curiosamente o FCP não teve expulsões de adversários, mas teve um jogador expulso contra o União, quando já ganhavam 3-0.
Perante tudo isto, penaltys e minutos em superioridade, a comunicação social enfatiza a um suposto penalty do Fejsa na 2ª parte, onde não houve falta pois o avançado do Guimarães já tinha endossado a bola quando se deu o choque, mas não viram a tal expulsão aos 20 mn da 1ª parte. Assim se vai construindo a tese do colinho, como nos anos anteriores, com a concordância, por omissão, da Direcção mas também dos exigentes adeptos do Benfica, que continuam a não criticar tudo isto, preferindo ver o futebol do ano passado, com o treinador deste ano. Uma opção virtualmente impossível de alcançar, pois cada treinador tem o seu estilo e cultura táctica, e aqueles que achavam que o Jesus ganhava porque tinha bons jogadores e uma “estrutura” ganhadora, têm de voltar à escola primária do futebol para reciclar conhecimentos...
Termino lembrando que apesar destas incidências de arbitragem e mesmo reconhecendo que a qualidade de jogo do SCP é a mais interessante, na realidade o Benfica de Rui Vitória é a equipa que mais golos marcou, 36 (mais 9 do que o SCP dos 7 penaltys, e mais 5 do que o FCP), embora tendo sofrido também mais golos, 10 (mais 3 do que SCP e 1 do que FCP). Em resumo, jogando de forma menos apelativa, temos o melhor goal-average da prova, pelo que, e ao contrário do que aqui vaticinei no inicio do campeonato, vejo alguma luz no fundo do túnel. É fundamental vencermos os 2 jogos que faltam para o final da 1ª volta, onde aí sim, as comparações serão legítimas. Até lá, façamos o nosso papel que é defender a equipa das “imbestidas” das “bestas” alheias...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Pressão artificial...



Portugal 21 de Dezembro de 2015

É um pouco complicado começar mais um texto em só gostaria de escrever sobre futebol, mas tenho de voltar a escrever sobre como a comunicação social continua a ser protagonista, “inclinando” o campo da opinião contra o Benfica e a favor de FCP e SCP... Não nos podemos admirar que alguns adeptos (ruidosos) do Benfica se atirem à sua própria equipa, enquanto os adeptos de FCP e SCP se atiram... contra o Benfica e contra as arbitragens.
Ontem a capa do jornal “benfiquista” a BOLA tinha em toda a altura da página, a foto de Rui Vitória com o título destaque “TENSÃO EM ALTA”. Nem o JOGO dos amigos que o Sr.º Vieira tem para as bandas do Porto, conseguiu atingir tamanho nível de desfaçatez...
Vamos por partes. O Benfica empatou em casa do União da Madeira, ficou um golo do Benfica por perceber se foi bem ou mal anulado, uma vez que a Sporttv não repetiu o lance e toda a comunicação social escrita, no online, varreu o lance para baixo do “tapete”, criando assim – parte 1 do processo - a ilusão que os 2 pontos perdidos se deviam única e exclusivamente ao “mau” futebol praticado pela equipa, à má orientação do treinador, etc., o que, parte 2 desse processo, permite criar o inquérito “depois do empate na Madeira, o treinador tem condições para treinar o Benfica” que por sua vez serve de “rastilho” à novela do “treinador fica ou sai” que é alimentada pelo habitual “guião” das opiniões, das referências indirectas, e quando isso não é suficiente, pelas respostas dos “burros” dos ex-treinadores do Benfica que se põe a jeito para opinar a favor da “corrente”.
Intencionalmente escrevi “treinador” porque este esquema não se aplica só a Rui Vitória mas passa-se todos os anos, nuns mais do que noutros. Nem Jesus foi excepção. Lembremo-nos do que se disse de JJ acerca da forma desgastante do futebol que incutia nas suas equipas, de que em Fevereiro normalmente rebentavam todas, das invenções, das teimosias, etc. Qualquer coisa serve para criar o rastilho da novela “o treinador fica ou sai” ou numa fase 3 do processo, “sai, quando?”.
Como se percebeu do meu último texto, os gabirus da comunicação social não têm problemas em calcar pessoas (esquecendo o seu passado futebolístico), em omitir incidências de arbitragem com interferência no resultado (afinal a Liga da “Verdade” do Rui Santos, só existiu até JJ se passar para o SCP), em especular com o futuro das pessoas que o Benfica contratou para orientar, gerir ou praticar o nosso futebol. Nada disso conta quando se quer destruir a estabilidade do nosso futebol, por via da criação de uma pressão artificial sobre alguns dos responsáveis mais notórios, como é o caso do treinador.
Os adeptos, esses coitados, são esmagados pela quantidade de “sinais” que lhes entram no cérebro pela visão, pela audição e até pela sensação... quando são gozados pelos adeptos rivais, os tais que são conduzidos a criticar arbitragens mesmo em jogos que são beneficiados.
Mas como o futebol não é uma ciência linear que os gabirus da comunicação social percebam em regime de exclusividade, eis que o mesmo União que tirara 2 pontos ao Benfica do “mau futebol praticado”, agora tirou 3 pontos ao SCP “do bom futebol”. No espaço, não de 4 meses, mas de 4 dias uma equipa serviu de prova dos 9 à qualidade dos dois adversários que defrontou, com nítida vantagem para o Benfica, que se pode queixar de um golo possivelmente mal invalidado, enquanto o SCP pode dar-se mais uma vez agradecido à arbitragem por mais um penalty não assinalado contra.
Ou seja, apesar do cenário de A BOLA estar montado para prejudicar o Benfica via agitação em torno de Rui Vitória, eis que o futebol se revoltou contra esta trama de malvadez e decidiu por um pouco de “ordem na mesa”.
Esta minha “viagem” sobre a influência dos jornais no pensamento das pessoas faz-me recuar no tempo para dar dois exemplos com que termino esta crónica. Na época 90/91 quando ganhamos 2-0 nas Antas com golos de César Brito, a edição da BOLA na véspera do dia do jogo dava amplo destaque, meia página, à mentira de que “o árbitro viajou no comboio do Benfica”. Na época 98/99 após derrota em casa do Kaiserslautern, campeão alemão, por 1-0, a BOLA colocava em destaque na capa, a meias, Souness e Krajl (guarda redes do FCP) com o “sugestivo” título destaque “CULPADOS” (o FCP também perdera em casa 0-1 com o Panatinhaikos reduzido a 10 unidades).
Há coisas que não se explicam. Entendem-se...